Jan062009
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LADO B
Mas, se existisse um Instituto Xavier para conferir alguns prêmios, gostaria de entregar homenagens para jogadores que são o Lado B do futebol. Começo pela Europa e daria o prêmio raça para o brasileiro Amauri, que se intrometeu entre as estrelas do futebol italiano e vem fazendo gols de todas as formas na Juventus. Premiaria também por lá com o prêmio revelação o garoto Rafael do Manchester. Ele é baixinho, abusado, veio do Fluminense, só 18 anos. Vai longe.
Por aqui, premiaria o argentino Guiñazu. Incansável na marcação. O argentino entrou pilhado na primeira final da Sul-americana contra o Estudiantes. E foi expulso já no primeiro tempo. Uma cretinice, falha grave do volante colorado. No final da partida, microfone para Edinho: “dedicamos essa vitória ao Guiñazu, nós corremos por ele. Afinal ele passou o ano todo correndo por nós”. Quer atestado de importância maior do que esse? O sujeito prejudica seu time e seus companheiros o homenageiam? Um outro que merecia um troféu é Paulo Baier. Como pode um lateral, que este ano jogou na meia, ser o maior artilheiro da era dos pontos corridos? Sim, com os 14 que marcou, se tornou ainda o maior da história do Goiás em Brasileiros. Deixou para trás o fanfarrão Túlio.
E por fim o prêmio para um gigante dos gramados. Madson, com seu 1,60 m, foi infinitamente maior do que seu Vasco. Jogou tanto que acabou contratado pelo Santos. Ser destaque no campeão é fácil, quero ver brilhar em um rebaixado. Guiñazu, Paulo Baier e Madson. Os três premiados pelo Instituto Xavier. Os campeões do lado B.
O lado B
O ano de 2008 teve um Cristiano Ronaldo como melhor do mundo. Por aqui, O São Paulo levantou o tri, Rogério Ceni e Hernanes ganharam prêmios importantes. O Inter venceu a Sul-Americana, o único título internacional do Brasil sob o signo de Alex, Nilmar e D’Alessandro. O Cruzeiro se destacou com Ramires e Wagner, o Grêmio fez bonito no grande ano de Victor, Tcheco e Réver, tivemos artilheiros como Washington, Kleber Pereira e Keirrison. Esses são os destaques óbvios.Mas, se existisse um Instituto Xavier para conferir alguns prêmios, gostaria de entregar homenagens para jogadores que são o Lado B do futebol. Começo pela Europa e daria o prêmio raça para o brasileiro Amauri, que se intrometeu entre as estrelas do futebol italiano e vem fazendo gols de todas as formas na Juventus. Premiaria também por lá com o prêmio revelação o garoto Rafael do Manchester. Ele é baixinho, abusado, veio do Fluminense, só 18 anos. Vai longe.
Por aqui, premiaria o argentino Guiñazu. Incansável na marcação. O argentino entrou pilhado na primeira final da Sul-americana contra o Estudiantes. E foi expulso já no primeiro tempo. Uma cretinice, falha grave do volante colorado. No final da partida, microfone para Edinho: “dedicamos essa vitória ao Guiñazu, nós corremos por ele. Afinal ele passou o ano todo correndo por nós”. Quer atestado de importância maior do que esse? O sujeito prejudica seu time e seus companheiros o homenageiam? Um outro que merecia um troféu é Paulo Baier. Como pode um lateral, que este ano jogou na meia, ser o maior artilheiro da era dos pontos corridos? Sim, com os 14 que marcou, se tornou ainda o maior da história do Goiás em Brasileiros. Deixou para trás o fanfarrão Túlio.
E por fim o prêmio para um gigante dos gramados. Madson, com seu 1,60 m, foi infinitamente maior do que seu Vasco. Jogou tanto que acabou contratado pelo Santos. Ser destaque no campeão é fácil, quero ver brilhar em um rebaixado. Guiñazu, Paulo Baier e Madson. Os três premiados pelo Instituto Xavier. Os campeões do lado B.
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